Teste de DNA descarta que menino encontrado nos EUA seja Allan Michael, desaparecido no Maranhão

O teste de DNA descartou a possibilidade de que o menino encontrado na Flórida, nos Estados Unidos, seja Allan Michael, de 4 anos, desaparecido desde janeiro em Bacabal, no Maranhão. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (18 de setembro de 2026), após a mãe da criança, Clarice Cardoso, fornecer material genético para a comparação.

A análise foi solicitada depois que imagens de um menino localizado durante uma operação nos Estados Unidos circularam nas redes sociais. Internautas e familiares identificaram semelhanças físicas entre a criança e Allan, principalmente nos traços do rosto e na cor da pele. Apesar da esperança, a própria mãe reconheceu que apenas um exame genético poderia confirmar a identidade.

Segundo informações divulgadas pela Record TV e pelo portal R7, a coleta do material genético de Clarice ocorreu cerca de dez dias antes da divulgação do resultado. Como Allan e a irmã, Ágatha Isabelly, de 6 anos, não tinham registros biométricos, a comparação foi feita a partir do DNA materno. O resultado mostrou que o menino localizado nos Estados Unidos não é Allan Michael.

O caso dos irmãos continua sem solução. Allan e Ágatha desapareceram em 4 de janeiro de 2026, depois de saírem para brincar com o primo Anderson Kauã, de 8 anos, na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. O primo foi encontrado três dias depois, debilitado, e passou a colaborar com as equipes de busca.

Nos primeiros dias, centenas de pessoas participaram das buscas em áreas de mata, estradas vicinais e trechos do rio Mearim. A operação contou com forças de segurança, voluntários, cães farejadores, mergulhadores e equipamentos de varredura subaquática. As autoridades também investigaram denúncias de que as crianças teriam sido vistas em outros locais, mas nenhuma dessas informações resultou na localização dos irmãos.

Em agosto, a Polícia Civil do Maranhão informou que o inquérito já ultrapassava 700 páginas e permanecia sob sigilo. A corporação afirmou que diversas diligências haviam sido realizadas e que outras continuavam em andamento, sem descartar a cooperação com autoridades de outros estados ou países.

A expectativa em torno do menino encontrado na Flórida surgiu após a Operação Statewide Shield, conduzida por autoridades daquele estado entre os dias 17 e 21 de agosto. De acordo com o Departamento de Aplicação da Lei da Flórida, 163 crianças e adolescentes, com idades entre 2 meses e 17 anos, foram localizados em diferentes regiões. A ação também alcançou seis estados americanos, um território dos Estados Unidos e 12 países.

As autoridades americanas informaram que os casos envolviam situações variadas, como desaparecimento, negligência, abuso, exploração, conflitos de guarda e exposição a atividades criminosas. Portanto, a operação não significou que todos os menores resgatados fossem vítimas de tráfico humano. A identificação do menino semelhante a Allan levou à coleta do DNA de Clarice, mas o resultado negativo encerra apenas essa hipótese específica. As buscas por Allan e Ágatha continuam.

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