Bianca Caroline Fernandes, de 21 anos, era lembrada pela família como uma jovem trabalhadora, dedicada aos estudos e determinada a construir o próprio futuro. Moradora de Campinas, no interior de São Paulo, ela cursava Enfermagem e trabalhava para conseguir pagar a faculdade, considerada um dos grandes sonhos de sua vida.
A jovem foi encontrada morta na manhã de domingo, 13 de setembro de 2026, dentro da casa onde morava com o companheiro, no Jardim Campo Belo. Segundo informações divulgadas sobre o caso, o homem teria pedido ajuda aos vizinhos após encontrar Bianca caída em um dos quartos da residência. Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas a morte foi constatada ainda no local.
Os primeiros sinais observados na cena não teriam indicado, de imediato, uma agressão evidente. Durante o trabalho da perícia, porém, foram identificadas marcas no pescoço compatíveis com estrangulamento. Um cabo de carregador de celular foi localizado ao redor do pescoço da vítima e apreendido. Também foi encontrada uma mancha de sangue em uma moldura de espelho quebrado, material que, segundo as informações divulgadas, apresentou resultado positivo para sangue humano.
O companheiro de Bianca, identificado como Altimar Pereira de Sena, de 43 anos, estava em frente à residência quando os agentes chegaram. Ele foi levado ao 2º Distrito Policial de Campinas, preso em flagrante e indiciado por feminicídio. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva pela Justiça. A medida tem caráter cautelar e não representa, por si só, uma condenação. A investigação ainda depende de exames do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal, além da coleta de outros depoimentos e provas.
Familiares relataram que o relacionamento do casal, que durava cerca de quatro anos, era conturbado. De acordo com os relatos divulgados, Bianca já teria sido agredida pelo companheiro durante uma discussão anterior. Ainda assim, pessoas próximas afirmaram que não imaginavam que ele pudesse ser suspeito de envolvimento na morte até a perícia apontar sinais de asfixia.
Além da violência que passou a ser investigada, a família destacou a rotina de esforço mantida por Bianca. A jovem conciliava trabalho e faculdade para levantar os próprios recursos e continuar no curso de Enfermagem. A escolha pela área da saúde representava um projeto de vida, interrompido de forma trágica antes que ela pudesse concluir a formação e exercer a profissão que desejava.
O caso é tratado como feminicídio, classificação aplicada quando a morte de uma mulher está relacionada à violência doméstica ou à condição de gênero. A confirmação da dinâmica do crime e das circunstâncias que levaram à morte de Bianca dependerá da conclusão dos laudos e do avanço das diligências policiais. Até o momento, o suspeito permanece preso à disposição da Justiça.