Influenciadora é executada a tiros na frente do pai no Pará dias após deixar a prisão

A influenciadora digital Evelyn Lima Dantas foi executada a tiros na madrugada de quarta-feira (16), em Mãe do Rio, no nordeste do Pará. O crime ocorreu por volta das 3h30, em uma residência localizada no bairro São Francisco. Segundo informações repassadas à polícia, dois homens armados invadiram o imóvel, renderam o pai da vítima e a retiraram à força até a área externa da casa.

De acordo com o relato inicial, Evelyn foi levada para a calçada e atingida por diversos disparos. Os criminosos fugiram em um carro, cujo modelo e cuja cor não foram identificados. Antes de deixar o local, eles teriam pichado a sigla “TCP” na fachada da residência, uma referência ao Terceiro Comando Puro, grupo criminoso originário do Rio de Janeiro. A polícia, no entanto, ainda não confirmou qualquer ligação da facção com o assassinato.

Moradores acionaram a Polícia Militar depois de ouvirem os tiros. Quando a equipe chegou ao endereço, encontrou o corpo da influenciadora na frente do imóvel. O local foi isolado para o trabalho da Polícia Científica e da Polícia Civil, que solicitou perícias, recolheu vestígios e começou a ouvir testemunhas. Até o momento, não havia informação sobre prisões relacionadas ao homicídio.

A morte de Evelyn aconteceu poucos dias depois de ela deixar a prisão. A influenciadora havia sido detida em 30 de julho durante uma operação que investigava o assassinato do sargento reformado da Polícia Militar Antônio Anildo Alves, morto a tiros em Mãe do Rio no dia 29 daquele mês. Segundo as investigações divulgadas à época, ela era suspeita de ter prestado apoio logístico ao grupo envolvido na morte do policial.

Durante a operação, as forças de segurança informaram ter apreendido armas, munições, drogas e outros materiais. Evelyn também teria sido autuada por suspeita relacionada a tráfico de drogas. A Justiça concedeu liberdade provisória no sábado (12), quatro dias antes da execução. Como não havia condenação, ela permanecia apenas como investigada no processo, e a suspeita apresentada pelas autoridades ainda dependia da conclusão das investigações e de eventual julgamento.

A polícia trabalha com diferentes hipóteses para explicar o crime, entre elas uma possível retaliação ou tentativa de eliminar alguém que tivesse informações sobre a morte do sargento. A pichação encontrada no muro também é analisada pelos investigadores, mas pode ter sido usada para atribuir o crime a uma facção ou para desviar o foco da apuração. A motivação e a autoria ainda não foram esclarecidas.

A Delegacia de Mãe do Rio conduz o inquérito e realiza diligências para identificar os executores. Informações que possam ajudar na investigação podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia, no número 181. O caso é acompanhado pelas polícias Civil, Militar e Científica do Pará.

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